quarta-feira, 27 de maio de 2009

desperta-dor



então tá
se quer assim
meta a cara aí
faz logo o que tá a fim
e sinta o que vem de lá
prepara-te amanhã
pro que d(o)er e vier
desperta-dor pras dez
ansiedade cura
quando a ferida supura

terça-feira, 19 de maio de 2009

doce de amor(a)



fazer doce
sonho (de)leite
cheiro de corpo em êxtase

cor furta-cor-feliz
fica um grude
você emim

gosto de amor(a)
esquenta aqui
tem calor nos olhos teus

adoro música
sua risada
da fruta desse músculo tem percussão
tu tum seu coração

prepara a goma
néctar de mármore

fica mais
gruda emim
te lambuzo de uva
sua boca carmim


Mitologia Grega - as amoras eram brancas, depois de Píramo e Tisbe foi dada a elas a cor vermelha.

Dois jovens belos e muito apaixonados, Píramo e Tisbe, queriam muito casar, porém seus pais não permitiam. Eles eram vizinhos, separados por uma parede. Nessa parede havia uma fresta e os amantes trocavam palavras de amor. Certo dia, se encontraram a noite e decidiram que a única alternativa que tinham para ficar juntos era fugir de suas casas. Combinaram de se encontrar no túmulo de Nino, fora dos limites da cidade, ao pé de uma amoreira branca e próxima a uma fonte refrescante. Tisbe chegou primeiro ao local, de repente uma leoa se aproximou com a boca ensangüentada querendo se molhar na fonte. Tisbe correu e escondeu em uma gruta, deixando seu véu cair sobre a terra. A leoa viu o véu e o rasgou com os dentes ensangüentados. Quando Píramo chegou e não achou Tisbe, viu as pegadas do felino e o véu de sua amada todo rasgado e ensangüentado, se desesperou e decidiu morrer também, desembainhou sua espada e feriu o próprio coração. Quando Tisbe retornou ao local se deparou com o amado morto, decidiu também morrer junto com ele. Assim, por causa do sangue dos apaixonados que foi derramado aos pés da amoreira, os deuses se comoveram e decidiram dar a cor vermelha às amoras.
Na mitologia as histórias-fábulas são sempre fatalisticamente belas e líricas.

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Bitch don't cry!

Cara Nina

Ando muito preocupada com minha filha. Já é uma mocinha, vai fazer 15 aninhos agora em junho, e eu e o papi, meu esposo, queremos dar um presente inesquecível pra ela: um début, em alto estilo, festança, chiquérrima mesmo, numa dessas casas chic de recepção da cidade e mais uma viagem à Disney. E você não vai acreditar, a menina não quer, nem um nem outro. Insiste em usar aquele cabelo desgrenhado, não faz chapinha, não quer usar salto alto, e nem as unhas quer pintar. Além de tudo, não quer sair pra jantar nos restaurantes do shopping nos sábados, não vai mais aos cultos com a família, nem à pizzaria aos domingos, e se recusa a ir nas festas high society em que certamente seremos retratados nas colunas sociais. Ah, e pra piorar, namora um estudante de Ciências Socias. Vê se pode! E isso lá dá futuro? E mais, a mocinha já deixou bem claro que não vai fazer vestibular pra Direito e prefere cursar Designer Gráfico. Tô desesperada. O que faço? (Maria Bernadeth de Cândido – nome fictício)

Cara senhora

Sua filha é mesmo uma bitch incurável, um caso perdido, um motim em carne e osso. Se for sua única filha, que dó, pobre e injustiçada mãe, jamais terá uma amiga "de verdade". A senhora deve estar se sentindo uma fdp, quero dizer, a mãe da... ah, deixa pra lá..., bem, a última das mães, tendo uma filha transviada e desajustada.
Como pode esse bizarro ser de 15 anos não querer uma viagem à Disney, um sonho pueril imperdível, principalmente pra senhora, que me parece ser uma new riche, que apostava todos seus frescos tostões que sua amada cria seria a personificação da Barbie, com uma surreal vida de facilidades, matrimônio com o Bob - príncipe dos empreendimentos e grandes corporações, fins de semana em Punta Del Leste, e fotos colgate no castelo da CARAS. Esperava veementemente que a garota gastasse o abastado tempinho de sua tenra idade comprando bugigangas made in China em Miami. Não fique tão consternada, ainda resta a 25 de março em São Paulo, faça a feira por lá mesmo. Quanto à festança trés chic, com direito a lícores de tâmaras frescas e patê de fígado de ganso, não desista, realize-a quando completar uma das certeiras bodas do c... de asa com seu digníssimo comparsa. Esse début é um daqueles seus sonhos de antanhos. Provavelmente a senhora teve uma infância de nenhuma opulência, e devido à forçada precocidade adquirida, já na fase juvenil era preocupada demais com a r$eal ausência de distribuição de justiça social e com a abstinência da calça da fórum que a sua melhor amiga tinha, e sua malfadada mãe (mama Africa), solteira, largada, e ainda por cima, empacotadeira das Casas Bahia, não podia te dar, o que lhe causava uma revolta Tsunami. Mas, agradeça, o destino lhe foi justo, teve a sorte de casar com um matuto endinheirado, que lhe proporciona uma vida de abundâncias, só que isso não lhe basta, né(?), agora quer transferir pra pobre bitch infeliz suas expectativas e superar suas frustrações de pobre numa festa de bacana do interior. Fico imaginando a sua nefasta filhinha, deve pensar em suicídio todo dia, ou no mínimo desejar ter fôlego suficiente pra correr pelo menos um raio de 200kms em direção oposta da sua "augusta presença", posto que, conviver com a senhora e com o papi deve ser "sal no café" (obrigada comments).
A mocinha só não quer fazer chapinha porque acredita fielmente que a mãe derreteu o juízo de tanto esticar os cabelos à força, e o salto alto deve remeter a coitadinha à visão da amante cafona do papi, que imagino deva ser uma das suas melhores amigas, e, só aqui entre nós, seu cúmplice não deve ser crucificado por lhe trair.
E este seu desejo de ter uma filha advogada ou juíza deve-se ao fato da sua vida ser uma roubalheira só, a sua conta bancária de cifras vultuosa, inexplicável, e seu criterioso círculo de amigos, habitado por seres de moral tão relativizada e comportamentos de tão elevados paradoximos que nem o namoradinho cientista social da sua filha saberia explicar.
Minha senhora, deixe a menina em paz!! Se você é realmente uma fiel, frequentadora de cultos, ore pela sua salvação, e nunca queira sua cria à sua imagem e semelhança, dê a ela uma esperança. A garota vai ser grafiteira de muros numa tentativa radical de se safar das amiguinhas asnáticas, os pretendentes "Bob" imbecis, com seus carros tunados e rituais de malhação, e o obtuso papi que lhe quer fazer entender, na pecheira, que estudar Direito numa faculdade particular em dois anos é o melhor pra ela.
Eu lhe aconselho, do fundo do meu estômago, que procure algo útil pra fazer, ou quem sabe uma terapia, daquelas soco no nariz. Creio poder ter lhe ajudado neste conflito tão sério. Boa sorte!!
Foto: Aviso! Completamente cadela! Sim, eu sou a garota sobre a qual sua mãe te advertiu.Tenha cuidado.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Cruisin


Sabe aqueles dias que você abre os olhos pensando que deveria pensar menos pra poder sentir mais(!)?
Então! Após dejéune passei a sentir mais, dirigindo meu carro, cruzando a cidade, avenidas, busca desesperada por uma música que me caísse bem, trocas de cds enfins, e achei um som pra sentir...Ah...é essa mesma que eu precisava, ela é azul com cor-de-rosa, céu do cerrado no pré-inverno às 17h30, delícia, mamão com mel, algodão doce, pra meros rasantes, baixos até, suspiros, cafuné no ânimo, pontapé na imaginação...viver o clip, comercial de celular.
A música!? Ah sim, Cruisin (busca lá no http://www.deezer.com/, e você vai ouvir o que eu senti).

A letra? Lá no http://www.letras.mus.br/ deve ter.

É essa mesma, cruisin, musiquinha fácil, porque hoje eu preciso que tudo seja fácil.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

vou lá
onde as chaves, senhas e sapatos são supérfluos,
lá, tem água de nascente e mansa corrente de vento,
lá, o tempo perdoa e corre lento,
lá, o sol queima minha pele o ano inteiro

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Aquisição


Pensando bem
e pouco basta
achei
A virtude
eu compraria
equilíbrio
Pronto, escolhida
necessária
pro sobre-viver
noite e dia
centro do escudo
dois lados
paralelos desiguais
trapezista involuntário
corda bamba
medição malebem
a razão passional
pega, e não toca
desfecho resoluto
sentença intrépida
Elejo o equilíbrio,
senhora das minhas virtudes
C'est ça!